•17/12/2010 • Deixe um comentário

 Na volta do “Mundo Rock”, o post de hoje é do músico, cantor, boêmio, escritor e pseudo-publicitário Luiz Bellini, vocalista do Novos Usados.

 TITÃS – CABEÇA DINOSSAURO

  Queria primeiramente agradecer a oportunidade de poder escrever aqui. Adoro escrever, adoro também beber e beijar meninas bonitas, mas no momento escrever é único prazer acessível. Enfim, se tem uma coisa que eu realmente gosto é escrever. Não sou nenhum depressivo ou barbudo de carteirinha. Venho aqui hoje pra falar de uma coisa que eu gosto muito, a música. Não a sua música, a minha, pois eu quero que você se foda se não curtir o que eu gosto. Brincadeira, eu sou eclético.

  Mas enfim, vou falar sobre uma gloriosa banda e principalmente sobre seu glorioso álbum: Titãs e seu “Cabeça Dinossauro”.

Para variar, eu não era vivo quando ele foi lançado, tão pouco o ouvi na infância. Não sei como descobri, mas obviamente foi em decorrência do Acústico MTV de 1997. Neste sim, eu já era vivo, gordo e escutava muito. Por sinal, um dos melhores acústicos nacionais. O Titãs nesta altura, já não era aquela efervescência musical do final da década de 80, mas sim uma banda madura (infelizmente).

Fui crescendo e um dia me deparei com este disco na casa do infeliz do meu pai. Se não me engano as únicas coisas legais que tem na casa do meu pai são seus discos e minha vó. Ele então viu que eu admirava a capa do disco, uma obra de Leonardo Da Vinci que de tão feia, de tão horrenda, nos atrai. Meu pai contou sobre a maldição do disco. Ele o culpava por ter perdido o emprego. Disse que em uma noite voltando do serviço com o carro da empresa, se exaltou com o som emitido de seu toca fitas e não deu outra. Como a própria faixa do álbum, tudo acabou em “Porrada”. No caso dele, na parede. Bateu o carro, perdeu emprego, culpou o Titãs.

Aquela história me animou, pois nada melhor que ver seu pai se fodendo. Resolvi então escutar o álbum maldito (para ele).

A primeira faixa realmente é sem comentários. Não há explicação lógica sobre a lógica dessa música, ela apenas é e não é mais do que isso. A faixa título é a síntese de todo o trabalho, uma crítica apoiada na podridão. Uma crítica com razão. A segunda faixa é a eloqüência em forma de música. Uma guitarra swingada juntamente com gemidos, essa é “AA/UU”. A loucura aqui assume o lugar.

É então que chega a terceira música, “Igreja”, que segundo minha tia, foi feita pelo Diabo, mas na verdade foi feita pelo Nando Reis, um cara que possivelmente é mais feio que o próprio Diabo. Uma letra com raiva e rancor, vinda diretamente de um homem que foi criado sobre os conceitos do catolicismo. Dizem que Arnaldo Antunes nunca apoiou esta música e se retirava do palco quando ela era tocada. Sei lá, sou católico também, mas essa música é sensacional, me faz querer ser ateu, mas isto está na moda, então…

Não vou ficar retratando todas as músicas aqui, isto é meio chato, vou apenas dizer que “Polícia” é um clássico do rock brasileiro, “Estado Violência” é uma bela crítica ao nosso querido Brasil ( zil-zil-zil).

Vou falar especialmente de uma música. De uma lenda, de uma melodia funkeada (não o seu funk, tigrão) e de uma letra insuperável. Contam que a ideia desta música foi feita em uma noitada, onde eles iam cantando os versos ao ar da noite. Colocar frases como “oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo, VÃO SE FODER”, era uma ousadia e ao mesmo tempo, pura poesia. Claro, não pode deixar de falar da voz de Paulo Miklos, o ícone. “Bichos Escrotos” é o ápice do disco e possivelmente o ápice da banda. É a fúria que nunca mais foi vista na banda.

  

De quebra, ainda tem clássicos como “Família”, uma música totalmente sub, com sua crítica forjada em cima de uma melodia calma e interessante. Vale também ouvir “Homem Primata”, com sua melodia simples e seu refrão sensacional e sincero.

Bem, se eu posso dar um conselho, escutem este álbum, sintam este álbum. Passem para seus amigos, seus filhos, sua sogra maldita, seu sogro palmeirense. Sintam raiva, sintam ódio, pois homem nenhum é homem sem ser o que não se pode. Não seja como o “Titãs” e vire pop, seja um cabeça dinossauro, tenha um espírito de porco e só não fique com uma pança de mamute, porque as gatinhas não vão lhe querer.

 Se você é brasileiro, curte rock e sabe que sua vida é suja e desprezível, este é seu disco.

Obrigado, fui.

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•13/12/2010 • Deixe um comentário

A Família Restart já pode preparar as calças coloridas, os gritos e os corações: o grupo jovem vai invadir os cinemas de todo o país em dezembro de 2011. A ArtMix (estúdio de produção musical) e Maynard Music fecharam parceria com a Paranoid Filmes, produtora de conteúdo de cinema e TV, comandada pelos sócios e executivos Heitor Dhalia, diretor de O Cheiro do Ralo e À Deriva, e pelos produtores Tatiana Quintella, idealizadora do Pólo Cultural e do Festival de Cinema de Paulínia (SP), e Patrick Siaretta, fundador da TeleImage. Toda essa galera especializada em cinema e artes fará um longa metragem da banda.

Em 2010, o Restart foi o maior fenômeno da música jovem do país. Um dos exemplos são os 5 prêmios no VMB (artista do ano, hit do ano, clipe do ano, artista pop e revelação), além de diversas outras premiações. O Happy Rock Sunday foi sucesso em todas as edições. O grupo ainda lançou o CD “Restart By Day”, com músicas em português e espanhol e do DVD “Restart Karaokê”.

Restart com Guto Campos e equipe da Paranoid Filmes (Foto: Divulgação)

DVD “Restart Karaokê”

•20/08/2010 • 2 Comentários

Quando o Envydust veio tocar em Mogi das Cruzes, em abril desse ano, troquei uma idéia bacana com o baterista Barros. O músico, super gente fina e engraçado, comentou sobre o então novo CD da banda. Em determinado momento da conversa, disse que sintetizadores e uma pegada mais eletrônica seriam colocadas nas novas canções do grupo. Fiquei bem curioso para saber como seria essa nova face do Envydust.

Pouco depois, soube do fim da banda e da saída do vocal Max. Em um post do meu amigo Pelogia (@pelogia), em seu blog “Diário de Palco” (www.mtv.uol.com.br/diariodepalco), os integrantes comentaram o ocorrido e deram uma entrevista excelente. Nascia ali o Moscou, uma nova banda, com a cara totalmente diferente da antiga pegada. Como o mesmo Pelogia escreveu, “Moscou é rock dançante”

Foto: LURINGA

E eu concordo totalmente com ele. A trupi tem Daniel (Synth), Barros (Bateria), Shelka (Vocal/Guitarra) e Che (Vocal/Baixo). Com sintetizadores, uma bateria e um baixo bem marcante, além de uma guitarra notória, as músicas são para se dançar e levar qualquer pista de dança ao delírio. Confesso que Moscou foi mais do que eu esperava. Em qualquer festa ou balada, as músicas da banda podem ser tocadas sem problema algum.

A banda lançou 4 EP’s no Myspace: “Agora é Tchau”, “O que bem quiser”, “Janaína”, e “Menina Linda”.  As duas primeiras aparecem com um ar mais “fechado”/”interno”/”sensível”, mas sem deixar a pegada eletrônica de lado. “Janaína” e “Menina Linda” são para o auge do baile: a primeira conta a história de uma mulher que viajou para a gringa e virou atriz; a segunda é a mais animada da série. Animada, contando coisas de uma balada e de uma mulher, serve para animar o auge do baile.

Foto: LURINGA

Moscou veio pra ficar. O grupo lança uma nova música com o nome “Bom dia” na segunda-feira (23/08). Vale à pena conhecer. Antes de ouvir, aumente o som, afaste o sofá, a mesa e saia dançando.

TWITTER: @moscoumusic

MYSPACE: http://www.myspace.com/moscoumusic

#falaQueEuTeLeio

•11/02/2010 • 2 Comentários

Sou a Ana Lu e meio suspeita para falar da banda, por ser fã e admirá-los muito, porém tentarei ser o mais invisível e imparcial possível!

Tudo começou em 2006, como uma banda independente, fazendo tudo na ”raça”, sempre batalhando para conseguir o que querem.

Falo da banda Etna. Uma banda composta por quatro homens (com aparência de menino) simpáticos, bem humorados, batalhadores, apaixonados pelo que fazem e com um sonho em comum: ter uma banda de rock e serem ouvidos Brasil a fora.

Com um carisma indiscutível, Duane (baixista e vocalista), Gus (guitarrista), Fabio (backvocal e guitarrista) e Peli (bateirista) vêm, cada dia que passa, conquistando mais e mais pessoas.

Logo abaixo, Duane deu uma entrevista pra minha amiga Karen. Vamos ver!!

1. Como é o seu mundo do rock?

O meu mundo do rock é como uma explosão de acontecimentos, trabalho, festas, pessoas legais, pessoas não tão legais, e muita história pra contar.

2. Como o rock surgiu na sua vida?

Não surgiu… nasci com ele junto

3. O que são as “EtnaGirls” e qual sua relação com elas?

Se eu tentasse explicá-las pelo tanto que elas merecem, com certeza não conseguiria. Mas resumo que elas são só amor, e minha relação com elas é digna de um livro.

4. Fale um pouco sobre esse ano, o single na rádio, o lançamento do clipe, enfim, o crescimento da banda.

Viramos 2010 com as melhores expectativas possíveis, como já sabíamos, é o nosso ano… Nossa musica será lançada pra todo o país, com Só Eu Sei, de carro chefe, uma musica escolhida a dedo por nós, pela alegria, pegada, letra facil, e melodia grudenta, mostrando que somos uma banda de rock. o clipe foi gravado, super aprovado por todos nós, foi o nosso primeiro clipe, pois antes não tínhamos condições de gravar. O ETNA é uma banda de rock, pronta pra ser vista por muita gente, mesmo fora da cena underground… que praticamente não existe mais, ou só existe pra quem segue a ultima tendência. Estamos empolgados com o que tá pra rolar!

5. O que você acha da cena atual, o fato de surgirem inúmeras bandas na internet?

Talvez não concordem comigo, mas eu digo pelo que já vi e vivi dessa cena até hoje: não chamo isso de cena. nao é mais a musica que tá posta em questão, e sim outros pontos que eu, como musico, desconsidero. Ter uma cena de verdade acontecendo, é ter um sentimento verdadeiro pelo que se faz… com gosto, com vontade. Hoje em dia, parece ser feio você ter que ralar pra conquistar de pouquinho em pouquinho, aprender tomando paulada na cabeça, não ter grana pra criar sua estrutura… hoje a mulecada sente vergonha de dizer que passa por isso, todo mundo quer parecer perfeito, com o cabelo arrumado e sempre falando as mesmas coisas. ter uma cena de verdade, é ter banda que se preocupa com sua musica, independente dela ser comercial ou não. vi muitas bandas boas de verdade desistirem, e outras mudarem sua essência, só pra acompanhar o que tá rolando, e deixarem de ser o que sempre foram. Tocar por fama e dinheiro? É o que eu mais vejo atualmente. Surgirem inúmeras bandas na internet? É sempre bom. Mas melhor é quando começarmos a ver surgirem inúmeras Bandas, com B maiúsculo.

6. Em sua opinião, qual a diferença de ter uma banda independente ou com uma gravadora?

Ser independente é sempre muito bom, porque a banda faz o que der vontade, quando e onde quiser, sem precisar consultar ninguém pra fazer as coisas, seja lançar um cd, clipe, ou o que for. Ter uma gravadora significa que a banda tem que compartilhar as ações e ideias com um grupo de pessoas que trabalha com isso. De inicio, para a banda é meio complicado de entender, aceitar e fazer as coisas rolarem com a gravadora, e fazê-los conhecer esses músicos de verdade. Mas se a banda consegue mostrar que sabe mais do que qualquer pessoa sobre o que é melhor pra sua carreira, a gravadora vai te entender, e vai trabalhar junto numa boa. Ter uma gravadora é ter toda oportunidade de fazer o que praticamente ninguém consegue fazer quando é independente, que é entrar na mídia com força total.

7. O que você espera dos fãs de ETNA e da própria ETNA daqui pra frente?

Espero que nos apóiem nos seduzam como sempre, nos façam orgulhosos cada vez mais, e não digam “vocês viraram modinha, agora eu odeio vocês” quando nos ouvirem na radio isso é brega hein?

Quanto à minha banda, espero que a gente continue nesse caminho, com essa visão, sempre pensando em melhorar, tocar, escrever, compor, enfim… fazer cada vez mais musicas melhores, ao nosso gosto. Estamos aqui pela musica, e não por outro motivo. Que o ETNA tenha uma vida longa, cheia de CDs bons e fãs de musica de verdade. Tá certo que eu vou sensualizar, mas isso é outro papo… haha.

•09/02/2010 • 1 Comentário

Hoje vou mudar um pouco o padrão do “Mundo Rock”. Vou colocar algumas fotos que tirei durante esta minha curta vida.

Banda Galápagos – Rádio 89

DellaCros – Casarão

Banda MUL – Casarão

Banda MUL – Zero Grau

Banda MUL – Divina Comédia

Banda MUL – Vegas Teen

Banda MUL – Session

Banda Méta – Twitcam

Banda Méta – Kazebre

Banda Méta – Vegas Teen

Banda Méta – CCMC

Banda Méta – Gravação do CD

#falaQueEuTeLeio

•05/02/2010 • 2 Comentários

“O rock pra mim é como se fosse outro mundo”. Tá ai a vibração e a vontade passada pelo baixista da Banda MUL, Marcola, na entrevista dessa semana para o #falaQueEuTeLeio. Hiperativo e empolgado, Marcola não deixa nenhum som da Fresno passar em branco: “Uma das melhores bandas nacionais de rock com letras com causas universais”, enfatiza o recém-adulto com 18 anos. Fã de Racionais, Underoath e Lady Gaga, frequenta todos os ambientes possíveis dentro da vida social, sem se importar com rótulos. Adepto de mulheres magras, “puro osso”, como o próprio rotula, Marcola além de baixista, ainda toca guitarra e arrisca alguns acordes no piano. Faz e ouve piadas sem graça, rindo de todas; soma placa de carros, sempre errando o resultado; só anda nas partes “brancas” das calçadas alvi-negras. Viciado em Internet e nas calças justas, o músico sonha grande e deseja um legião de fãs, cantando e dançando os hit’s de sua banda, a MUL. Não cabe a mim, e sim a vocês, analisarem se ele é realmente um Menino Ultra Lindo

 1. Como é o seu mundo do rock?

Acho que posso compará-lo a uma escada com vários degraus, que dia após dia, vou tentar subir devagar, um por um, com o que escrevo pra músicas da minha banda, com que faço com um violão/baixo, com o que tento produzir, para que um dia possa subir tanto que chegue em um nível das bandas que hoje em dia me inspiram e me motivam, fazer sempre mais e sem desistir.

2. O que é o rock pra você

O rock pra mim é como se fosse outro mundo. O mundo dos shows nos melhores e piores lugares, com casa cheia ou casa vazia. É estar em estúdio e ensaiar com a sua banda, é deixar de ir a uma aula da escola para tocar e viajar horas de trem com instrumentos nas costas sem reclamar. É também sentir na pele a energia da galera, gritando e cantando suas musicas, ou as que você toca de outros artistas, é querer viver do palco e não ser insensível a música.

3. Como o rock surgiu na sua vida?

Com os meus DVD’s antigos, quando eu tinha uns 12 anos. Tinha amigos no meu antigo prédio, que me deram um DVD do Guns N’ Roses, falando que era “Mmsica boa”. Fui crescendo e ouvindo Guns, e fui conhecendo outras bandas, e sempre que ia em Bares, em Shows, ficava me imaginando no palco, e pensando “Se eles podem estar ai num show lotado, tocando, porque eu não posso ?” E essa pergunta veio até meus 16 anos quando decidi tomar uma atitude e aprender a tocar guitarra, na intenção de entrar numa banda do colégio, e infelizmente, essa banda não existe mais, mas eu continuo treinando e aprendendo até hoje, mas tocando um outro e apaixonante instrumento, o baixo.

4. Fale um pouco da sua Banda MUL

A Banda MUL entrou na minha vida, como um “truque do destino”. Minha outra banda, a Trezze, tinha acabado de acabar, e poucos dias depois, li no nick do MSN do Guilherme Chacon “Procuramos um Baixista”. Senti que aquela hora, pois não queria deixar de ter uma banda. Era a oportunidade de conhecer outros 4 fiéis amigos, e já me convidei para o ensaio da banda, para tomar a vaga de baixista. Cheguei, vi o single da banda, “Maça Verde” e fiquei meio assustado, mas a energia da banda foi tão boa, que a parada foi rolando, muita coisa foi acontecendo, tudo muito rápido. Comecei a gostar do ideal da banda, que eram musicas diferentes e me apaixonei (risos) pelo ritmo da banda e hoje tenho meus melhores amigos.

5. Qual o sentimento em cima do palco? Sempre há o “friozinho na barriga antes do show?

Definitivamente é a melhor coisa pra mim. É sensacional a energia que a galera me passa e a que posso passar pro público, faz com que haja uma troca de “vibes” que me deixam com uma sensação animal. E sempre rola esse friozinho, mais do que quando você vai na montanha russa mais alta, pela primeira vez (risos). Mas depois da primeira música, você enxerga a reação positiva do pessoal cantando, tudo passa e você se solta. Pra mim, estar no palco é me sentir vivo.

6. Como era o Marco há 5 anos atrás, como é hoje e como vai ser daqui 5 anos?

Há cinco anos, era um cara que não sabia muito que queria da vida, pensava mais no presente, e nada de futuro e ainda tava conhecendo o mundo da música. O Marco daqui a cinco anos, não posso dizer com certeza, mas será um cara que saberá o que quer, tatuado, e trabalhando no que gosta, e se DEUS quiser, com musica, com banda ! Pelo menos é isso que eu vou correr atrás pros próximos 5 anos

7. Você usa bastante a Internet para a divulgação da banda? Como funciona isso?

Uso sim. Acho que a internet hoje em dia é o maior canal de divulgação, tanto de banda, como de qualquer outra coisa. A MUL usa muito os sites de relacionamento, para expandir pra fora de Mogi das Cruzes, pro Brasil talvez (risos). Acho que através, das comunidades do Orkut, do Twitter, fica muito mais acessível para as pessoas ouvirem a nossa banda e assim podem indicar para outro amigo e ir passando de um para o outro até que uma hora todo mundo já vai ter ouvido falar. É bem legal isso

8. Existe um lugar que você mais queira tocar?

Agora, eu só quero tocar, em qualquer lugar, onde a galera esteja pirando com a banda. Mas toda pessoa que seinspira em outras bandas, e vê aqueles “ídolos” no DVD,, no clipe, naqueles shows gigantes, agente acaba tendo aqueles “SONHOS”. Queria muito um dia tocar no Planeta Atlantida, Hangar110, Mix Festival, ABC PRO HC; e têm mais alguns, mas ai iria ocupar a resposta inteira (risos)

9. É bom ser do mundo do rock?

É maravilhoso. É se sentir vivo, sentir o frio na barriga em todo show, é ter varias surpresas, criar amizades gigantes, estando na estrada, aprendendo com as as intimidades de cada um, e também é diversão. Vale muito à pena. Tem também toda a correria de ser independente, mas teremos , um dia, muita historia pra contar. Todo mundo passa por isso e me conforta em saber que todas as bandas grandes de hoje em dia passaram por isso. É REALMENTE DEMAIS. (risos)

10. Como é ser um Menino Ultra Lindo?

É ser diferente, engraçado e humilde. A base de tudo na vida, eu acho que é a humildade, e ser um “Menino Ultra Lindo”, precisar ser muito esforçado e humilde sempre, isso é fundamental. Mas não é tão difícil ser um dos “MULZETOS” e “MULZETES” só precisa acompanhar agente nos shows e estar depois do show, farreando com agente.

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#cornetaMusical

•03/02/2010 • 2 Comentários

E as trombetas do #cornetaMusical voltam a soar aqui no “Mundo Rock”. Igualmente ao primeiro post, feito por Leonardo Sacco, outro companheiro de profissão deste que vos fala, mandou um relato de um show ocorrido recentemente em terras latinas, mais precisamente na cidade de São Paulo. Vinícius Victorino, o Todd, fala logo abaixo de uma das maiores bandas de rock da História: o Metallica.

Cabelos, guitarras e hormônios combinados com a paixão pelo Rock pesado

Vinte anos atrás, eram apenas adolescentes com muitas espinhas no rosto e uma vontade enorme de fazer um som que deixasse de queixo caído quem o ouvisse, de tão pesado. O Metallica fez história com álbuns que mudaram pra sempre o conceito de Heavy Metal, mais tarde sendo conhecidos como os pioneiros do Thrash Metal, por seus riffs, baterias violentas e guitarras que alternavam a simplicidade do peso e com genialidade de passagens diferentes que faziam parte da mesma música.

Essa banda vanguardista sempre se manteve no topo, mesmo com alguns lançamentos não tão geniais quanto os que marcaram a sua época de ouro, os anos 80. Alternando um pouco nas composições, a banda – que já não era de moleques – mudou um pouco em CDs como Load, Reload e, o mais polêmico de todos, o St. Anger, que não possuía tanta riqueza em termos de solos e interlúdios.

Porém, em 2008, o Metallica anunciava seu mais novo álbum, o Death Magnetic, prometendo que estava voltando às raízes fazendo o bom e velho Heavy Metal pesado que caracterizou o grupo em seu início. E não deu outra: o álbum foi bem recebido pelos fãs, que voltaram a olhar o grupo da Califórnia com os olhos de antigamente, ouvindo-os com a mesma paixão com que ouviram Master of Puppets, um de seus grandes CDs.

Onze anos depois de sua última apresentação no Brasil, o todo poderoso Metallica voltava para dois shows: um em Porto Alegre e um em São Paulo. A procura foi tanta que os ingressos do show na capital paulista acabaram em poucos dias. E o que eles fizeram? Marcaram outro show no dia seguinte! No mesmo local, com a mesma banda de abertura, o Sepultura, um dos maiores nomes do metal nacional. A festa estava perfeita, pelo menos pra mim.

A espera que valeu a pena

Podia estar frio, chovendo e apertado na pista geral. Depois de uma grande abertura do Sepultura – como não podia deixar de ser –, os agora “vovôs” do Metallica se apresentaram com a mesma jovialidade, raiva e empolgação dos anos 80. Um show pra ficar na história, com explosões, jatos de fogo e fogos de artifício para aumentar ainda mais a qualidade do espetáculo que eles nos proporcionavam.

O guitarrista e vocalista James Hetfield, sempre muito carismático, falava em alto e bom som: “Queremos apenas que vocês se sintam bem. Viemos aqui para isso”. O seu desejo foi uma ordem, não dava pra não se sentir no céu e pensar “Eu vou me lembrar disso aqui pro resto da minha vida”.

Os clássicos foram cantados por mais de 100 mil pessoas nos dois dias de show do Morumbi, sendo alternados os set lists. Claro, não dava tempo de tocar todos os hits da banda, um ou outro faltaria. E essa dor de cabeça poucos artistas na história puderam ou podem ter. Mas pouquíssimos mesmo são tão francos com seus fãs a ponto de mudar o que irão tocar a cada show, não ficando na mesmice durante toda a turnê e fazendo cada uma de suas apresentações terem uma pitada de única.  

Os grandes sucessos como Master of Puppets, Enter Sandman, One e Nothing Else Matters estavam presentes em ambos os shows na Paulicéia, como nunca deixaram nem deixarão de estar no repertório dos californianos. One, em especial, que tem na versão de estúdio e no clipe seu início com sons típicos de guerra, como gritos e tiros, transportou o Morumbi lotado para esse cenário medonho com o auxílio das luzes e dos fogos, que acompanhavam as metralhadas como se estivessem destruindo o palco.

Duas horas de show que passaram em dois minutos. Quando acabou, ninguém queria ir embora, nem os próprios integrantes do Metallica, que permaneceram um bom tempo agradecendo, tirando fotos e jogando tudo que tinham direito pra galera, como baquetas, palhetas, pedaços de guitarra quebrada e coisas do gênero. Estava estampada a satisfação que os dominava após um show antológico como o que haviam acabado de fazer. Depois de anos turbulentos, com brigas na justiça, desilusão de fãs mais oldschool e problemas com ex-integrantes, os meninos de quase 50 anos do Metallica podiam dar o mais sincero de todos os sorrisos, aquele que vai de orelha a orelha, para agradecer São Paulo, o Brasil e o mundo.

Mal sabem eles que somos nós que devemos agradecê-los por serem tão bons.

Obrigado, James, Kirk, Robert e Lars. Obrigado aos ex-integrantes: Jason, Cliff e Dave.

Obrigado, Metallica.