#cornetaMusical

E as trombetas do #cornetaMusical voltam a soar aqui no “Mundo Rock”. Igualmente ao primeiro post, feito por Leonardo Sacco, outro companheiro de profissão deste que vos fala, mandou um relato de um show ocorrido recentemente em terras latinas, mais precisamente na cidade de São Paulo. Vinícius Victorino, o Todd, fala logo abaixo de uma das maiores bandas de rock da História: o Metallica.

Cabelos, guitarras e hormônios combinados com a paixão pelo Rock pesado

Vinte anos atrás, eram apenas adolescentes com muitas espinhas no rosto e uma vontade enorme de fazer um som que deixasse de queixo caído quem o ouvisse, de tão pesado. O Metallica fez história com álbuns que mudaram pra sempre o conceito de Heavy Metal, mais tarde sendo conhecidos como os pioneiros do Thrash Metal, por seus riffs, baterias violentas e guitarras que alternavam a simplicidade do peso e com genialidade de passagens diferentes que faziam parte da mesma música.

Essa banda vanguardista sempre se manteve no topo, mesmo com alguns lançamentos não tão geniais quanto os que marcaram a sua época de ouro, os anos 80. Alternando um pouco nas composições, a banda – que já não era de moleques – mudou um pouco em CDs como Load, Reload e, o mais polêmico de todos, o St. Anger, que não possuía tanta riqueza em termos de solos e interlúdios.

Porém, em 2008, o Metallica anunciava seu mais novo álbum, o Death Magnetic, prometendo que estava voltando às raízes fazendo o bom e velho Heavy Metal pesado que caracterizou o grupo em seu início. E não deu outra: o álbum foi bem recebido pelos fãs, que voltaram a olhar o grupo da Califórnia com os olhos de antigamente, ouvindo-os com a mesma paixão com que ouviram Master of Puppets, um de seus grandes CDs.

Onze anos depois de sua última apresentação no Brasil, o todo poderoso Metallica voltava para dois shows: um em Porto Alegre e um em São Paulo. A procura foi tanta que os ingressos do show na capital paulista acabaram em poucos dias. E o que eles fizeram? Marcaram outro show no dia seguinte! No mesmo local, com a mesma banda de abertura, o Sepultura, um dos maiores nomes do metal nacional. A festa estava perfeita, pelo menos pra mim.

A espera que valeu a pena

Podia estar frio, chovendo e apertado na pista geral. Depois de uma grande abertura do Sepultura – como não podia deixar de ser –, os agora “vovôs” do Metallica se apresentaram com a mesma jovialidade, raiva e empolgação dos anos 80. Um show pra ficar na história, com explosões, jatos de fogo e fogos de artifício para aumentar ainda mais a qualidade do espetáculo que eles nos proporcionavam.

O guitarrista e vocalista James Hetfield, sempre muito carismático, falava em alto e bom som: “Queremos apenas que vocês se sintam bem. Viemos aqui para isso”. O seu desejo foi uma ordem, não dava pra não se sentir no céu e pensar “Eu vou me lembrar disso aqui pro resto da minha vida”.

Os clássicos foram cantados por mais de 100 mil pessoas nos dois dias de show do Morumbi, sendo alternados os set lists. Claro, não dava tempo de tocar todos os hits da banda, um ou outro faltaria. E essa dor de cabeça poucos artistas na história puderam ou podem ter. Mas pouquíssimos mesmo são tão francos com seus fãs a ponto de mudar o que irão tocar a cada show, não ficando na mesmice durante toda a turnê e fazendo cada uma de suas apresentações terem uma pitada de única.  

Os grandes sucessos como Master of Puppets, Enter Sandman, One e Nothing Else Matters estavam presentes em ambos os shows na Paulicéia, como nunca deixaram nem deixarão de estar no repertório dos californianos. One, em especial, que tem na versão de estúdio e no clipe seu início com sons típicos de guerra, como gritos e tiros, transportou o Morumbi lotado para esse cenário medonho com o auxílio das luzes e dos fogos, que acompanhavam as metralhadas como se estivessem destruindo o palco.

Duas horas de show que passaram em dois minutos. Quando acabou, ninguém queria ir embora, nem os próprios integrantes do Metallica, que permaneceram um bom tempo agradecendo, tirando fotos e jogando tudo que tinham direito pra galera, como baquetas, palhetas, pedaços de guitarra quebrada e coisas do gênero. Estava estampada a satisfação que os dominava após um show antológico como o que haviam acabado de fazer. Depois de anos turbulentos, com brigas na justiça, desilusão de fãs mais oldschool e problemas com ex-integrantes, os meninos de quase 50 anos do Metallica podiam dar o mais sincero de todos os sorrisos, aquele que vai de orelha a orelha, para agradecer São Paulo, o Brasil e o mundo.

Mal sabem eles que somos nós que devemos agradecê-los por serem tão bons.

Obrigado, James, Kirk, Robert e Lars. Obrigado aos ex-integrantes: Jason, Cliff e Dave.

Obrigado, Metallica.

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~ por Pedro A. Chavedar em 03/02/2010.

2 Respostas to “#cornetaMusical”

  1. RAPAZ!! Choro ainda por nao ter podido ver esse show!
    e este post me faz ficar pior ainda ahuahuahauhauha

    enfim belo trabalho no blog, tao adicionados nos links do meu

    abraço

  2. Esses meus amigos do Rock, viu?
    Estou amando as participações. Parabéns Toddinho, e parabéns Jams!

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